Ataques à biometria: como dados biométricos podem ser comprometidos
Entenda como os dados biométricos podem ser comprometidos e quais cuidados ajudam a tornar seu uso mais seguro.

Desbloquear o celular com o rosto, acessar um aplicativo com a impressão digital ou entrar em um ambiente usando reconhecimento facial já faz parte da rotina de muitas pessoas.
Esses recursos utilizam a biometria, uma tecnologia de autenticação baseada em características únicas e mensuráveis de uma pessoa, como impressões digitais, rosto, íris e outras características físicas.
Por ser prática e dificultar o uso das credenciais por outra pessoa, a autenticação biométrica pode trazer mais segurança para diferentes sistemas. Mas isso não significa que ela seja impossível de atacar.
Dados biométricos também podem ser roubados ou falsificados. E existe uma diferença importante entre esse tipo de informação e uma senha: se sua senha for comprometida, você pode trocá-la. Sua impressão digital ou seu rosto não podem simplesmente ser substituídos.
Por isso, entender como esses ataques podem acontecer é essencial para utilizar a biometria de maneira mais segura.
Entender os riscos relacionados aos dados biométricos é fundamental para aproveitar os benefícios da autenticação biométrica com mais segurança e privacidade.
Como dados biométricos podem ser roubados?
Quando utilizamos reconhecimento facial ou impressão digital para autenticação, existe todo um sistema responsável por processar e validar aquelas informações.
Isso significa que criminosos não precisam necessariamente “roubar seu dedo” ou copiar diretamente seu rosto para comprometer uma solução biométrica. Dependendo do sistema, eles podem tentar atacar a infraestrutura responsável pelo armazenamento ou processamento dessas informações.
Um invasor pode, por exemplo, explorar uma vulnerabilidade para acessar dados biométricos armazenados em servidores. Um agente interno mal-intencionado que tenha acesso indevido às informações também pode representar um risco.
Por isso, proteger biometria envolve muito mais do que apenas proteger o sensor que lê uma impressão digital.
Como funcionam os ataques a sistemas biométricos?
Biometric hacking é um termo utilizado para se referir a ataques que buscam comprometer sistemas de autenticação biométrica.
Eles podem acontecer de diferentes maneiras.
Uma delas é o roubo das informações biométricas armazenadas. Outra possibilidade é tentar interceptar dados por meio de dispositivos ou vulnerabilidades presentes nos próprios leitores biométricos.
Mas existe ainda outro tipo de ataque bastante conhecido: tentar enganar o sistema fazendo-o acreditar que está diante da pessoa verdadeira..
Quando o criminoso tenta fingir ser você
Sistemas biométricos utilizam algoritmos para analisar determinadas características e decidir se aquela pessoa deve ou não ser autenticada.
Criminosos podem tentar explorar falhas nesses mecanismos apresentando uma representação falsa da característica biométrica esperada.
Em alguns casos, por exemplo, fotos ou vídeos já foram utilizados em tentativas de enganar sistemas de reconhecimento facial. Também existem exemplos de máscaras tridimensionais usadas para tentar contornar esse tipo de autenticação.
Esse tipo de técnica é conhecido como spoofing biométrico: em vez de roubar necessariamente o sistema inteiro, o atacante tenta apresentar uma característica falsa que seja aceita como legítima.
Sistemas mais modernos podem utilizar mecanismos adicionais justamente para identificar essas tentativas, como tecnologias capazes de verificar se há realmente uma pessoa presente diante do dispositivo.
Então a biometria não é segura?
Não é bem assim.
O fato de uma tecnologia poder ser atacada não significa que ela deva deixar de ser utilizada. A autenticação biométrica continua sendo uma opção confiável em muitos contextos. O importante é entender que nenhum mecanismo de autenticação deve ser tratado como infalível..
Além disso, o risco varia de acordo com o sistema utilizado. Tentar enganar o reconhecimento facial de um smartphone, comprometer um leitor de impressão digital ou atacar uma fechadura biométrica são situações diferentes e podem exigir técnicas completamente distintas.
Por isso, existem diferentes formas de comprometer sistemas biométricos.
Como proteger seus dados biométricos?
Boa parte da proteção depende das empresas responsáveis pelos dispositivos e sistemas biométricos. Ainda assim, algumas atitudes podem reduzir os riscos.
Prefira utilizar biometria apenas em dispositivos e serviços confiáveis, especialmente quando eles terão acesso a informações sensíveis. Também mantenha seus dispositivos atualizados, já que novas versões podem corrigir vulnerabilidades nos mecanismos de autenticação.
Sempre que o sistema permitir, combine a biometria com outra forma de proteção, como um PIN ou outro fator de autenticação. Essa camada adicional pode dificultar acessos indevidos caso um dos mecanismos seja comprometido.
Também não compartilhe ou cadastre suas informações biométricas desnecessariamente em dispositivos de outras pessoas e tenha cuidado ao utilizar sua biometria para permitir a entrada de desconhecidos em ambientes protegidos.
Por fim, biometria também é uma questão de privacidade. Antes de fornecer esse tipo de dado, procure entender quais informações estão sendo coletadas, para qual finalidade serão usadas e como serão armazenadas. Dê preferência a serviços transparentes sobre essas práticas.
Sua biometria também é um dado que precisa ser protegido
Impressões digitais, reconhecimento facial e outros recursos biométricos tornam a autenticação mais prática e podem contribuir para a segurança. Mas conveniência não elimina riscos.
A principal diferença é que estamos falando de características que fazem parte de você.
Por isso, antes de cadastrar sua biometria em qualquer sistema, pense também na segurança e na privacidade envolvidas. Use serviços confiáveis, mantenha seus dispositivos protegidos e, sempre que possível, combine diferentes mecanismos de autenticação.


