Phishing

Simulação de phishing: por que é preciso ir além da contagem de cliques?

Entenda os limites das simulações de phishing tradicionais e conheça o PhishOS, da Hacker Rangers, uma abordagem gamificada para o treinamento de conscientização em cibersegurança.

Por: Hacker Rangers
simulações de phishing

As simulações de Phishing são utilizadas tanto para avaliar quanto para capacitar os colaboradores na hora de identificar ameaças. Normalmente, a empresa envia e-mails que simulam mensagens maliciosas e acompanha métricas como cliques e reports para analisar a reação dos usuários.

Mas será que saber quantas pessoas clicaram em um e-mail é suficiente para avaliar o nível de conscientização de uma equipe?

Quando realizadas sem planejamento e sem o apoio de outras ações educativas, simulações tradicionais podem gerar métricas pouco representativas, aumentar a desconfiança em relação aos canais corporativos e criar uma percepção punitiva do treinamento.

Ao mesmo tempo, preparar os colaboradores para reconhecer ameaças continua sendo essencial. O Security Awareness & Culture Report 2026, da SANS, mostra que a cibersegurança é um desafio técnico e humano e aponta os golpes de engenharia social como o principal fator de risco — citado por 77% dos profissionais de conscientização em segurança que participaram do levantamento.

O desafio, portanto, não é apenas testar os colaboradores, mas prepará-los para identificar tentativas reais de phishing. Por isso, um treinamento de conscientização em cibersegurança deve ir além dos testes e contribuir para o aprendizado e o desenvolvimento de comportamentos mais seguros.

Quais são os problemas das métricas das simulações de phishing tradicionais? 

  • Taxa de cliques: ela não explica por que o colaborador decidiu interagir com determinada mensagem. Um usuário pode clicar porque não identificou os sinais de ameaça, por curiosidade ou porque o e-mail utilizado na campanha era mais convincente. Da mesma forma, não clicar não significa necessariamente que ele reconheceu a tentativa de phishing.
  • Template: pode influenciar significativamente o resultado, o que dificulta o uso da taxa de cliques como único indicador do nível de preparação dos colaboradores.
  • Campanhas surpresa: campanhas planejadas para surpreender ou induzir usuários ao erro podem aumentar a desconfiança em relação a e-mails e outros canais oficiais, levando colaboradores a ignorar até mesmo comunicações legítimas.
  • Medo de errar: quando o erro é utilizado como forma de punição ou constrangimento, o treinamento também pode perder seu propósito educativo.

O que uma simulação de phishing responde e não responde?

De modo geral, as campanhas de phishing tradicionais ajudam a responder principalmente a duas perguntas: quantos colaboradores clicam em um link ao receber um e-mail malicioso e quantos reportam a mensagem ao identificar uma tentativa de phishing.

Mas a lista de perguntas que essas métricas não respondem é um pouco mais longa:

  • Os colaboradores sabem o que é phishing?
  • Eles compreendem os riscos de segurança envolvidos no seu trabalho?
  • Por que eles clicaram no link? Por que não clicaram?
  • Eles sabem quais sinais procurar para identificar uma tentativa de phishing?
  • Eles sabem utilizar o e-mail de forma segura e com confiança?

Sem respostas para essas perguntas, fica mais difícil entender o nível de conscientização dos colaboradores, identificar suas principais dificuldades e direcionar o treinamento de forma eficaz.

Por que a taxa de cliques não é suficiente para medir a conscientização?

Uma estratégia de conscientização em cibersegurança precisa avaliar não apenas quem clicou, mas também quais sinais de phishing os colaboradores conseguem identificar.

O usuário percebeu um domínio suspeito? Identificou o senso de urgência? Reconheceu uma solicitação incomum? Notou inconsistências na mensagem? Reparou na formatação incongruente com o contexto da mensagem?

Essas informações oferecem uma visão mais completa sobre o conhecimento e a preparação da equipe, ajudando a identificar quais pontos ainda precisam ser trabalhados.

Quais são os desafios técnicos das simulações de phishing?

As campanhas tradicionais também exigem uma preparação adequada da infraestrutura da empresa para garantir a entrega dos e-mails simulados.

Listas desatualizadas podem gerar bounces, enquanto ferramentas de segurança podem acessar links automaticamente e registrar falsos positivos. Configurações inadequadas também podem impedir que as mensagens cheguem aos usuários ou fazer com que sejam direcionadas para pastas de spam.

Assim, os resultados podem ser influenciados tanto pelo comportamento dos colaboradores quanto por questões técnicas.

É essa mudança de perspectiva que orienta o PhishOS, solução da Hacker Rangers que transforma o treinamento sobre phishing em uma experiência prática e gamificada.

Como funciona o treinamento de phishing com o PhishOS?

No PhishOS, os colaboradores acessam um laboratório virtual desenvolvido especificamente para o aprendizado. Nesse ambiente controlado, são desafiados a diferenciar mensagens legítimas de maliciosas e apontar os sinais de ameaça encontrados.

A ferramenta conta com mais de 350 templates de phishing, desenvolvidos com base em golpes reais — incluindo exemplos que utilizam marcas conhecidas —, e trabalha com mais de 20 indicadores da NIST Phish Scale.

Com isso, a empresa consegue identificar quais sinais de phishing são reconhecidos pelos usuários e quais ainda passam despercebidos. Os resultados podem ser utilizados para direcionar outras ações do treinamento de conscientização em cibersegurança e reforçar aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.

Simulação de phishing tradicional x PhishOS: quais são as diferenças?

Simulações tradicionais PhishOS
Enviam phishing simulado para a caixa de entrada Utiliza um ambiente controlado de aprendizagem
Avaliam principalmente ações como clicar e reportar Avalia a identificação dos sinais de phishing
O colaborador é alvo da simulação O colaborador participa ativamente do treinamento
Podem sofrer interferência de bounces e falsos positivos Não depende do disparo de e-mails simulados
Utilizam canais reais da empresa para realizar os testes Realiza o treinamento em um ambiente dedicado e específico para simulações
Resultados são influenciados pelo template utilizado Trabalha diferentes indicadores da NIST Phish Scale
Erros podem ser percebidos como falhas Erros fazem parte do processo de aprendizagem
Descobre quem interagiu com a mensagem Busca entender o que o usuário consegue identificar
Não se sabe por que o usuário clicou ou não clicou no e-mail Sabe exatamente quais são as fraquezas dos usuários e o que precisa ser trabalhado 

Como tornar o treinamento de phishing mais educativo e eficiente? 

Além dos exercícios práticos, o PhishOS utiliza recursos de gamificação para estimular o engajamento. Pontos, medalhas, patentes e rankings permitem que os colaboradores acompanhem seu progresso enquanto desenvolvem suas habilidades de identificação de ameaças.

A diferença está no foco: em vez de descobrir apenas quem caiu em uma simulação, o objetivo é entender o que os colaboradores precisam aprender para reconhecer um ataque real.

Simulações tradicionais podem fazer parte de um programa de conscientização em cibersegurança quando utilizadas com planejamento e propósito educativo. Mas preparar pessoas para enfrentar phishing exige mais do que contar cliques.

Com o PhishOS, da Hacker Rangers, os colaboradores deixam de ser apenas alvos de uma simulação e se tornam protagonistas do aprendizado, identificando ameaças, recebendo feedback e desenvolvendo comportamentos mais seguros.

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